• Martyn Lloyd-Jones
  • Lloyd-Jones Pregando.
  • Sua mensagem alcançou os cantos mais distantes da terra

Uma luz no crepúsculo – Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)



Nada há tão desesperador no mundo como a bancarrota da perspectiva não-cristã da vida. Charles Darwin no fim da vida confessou que o resultado de haver concentrado sua atenção em um único aspecto da vida foi que perdeu a capacidade de apreciar a poesia e a música, e, em grande medida, perdeu até a capacidade de apreciar a natureza. Pobre Darwin. . . O fim de H. G. Wells foi bem parecido. Ele, que havia dado tanto valor à mente e ao entendimento humano, e que havia ridicularizado o cristianismo com suas doutrinas do pecado e da salvação, no final da vida confessou-se frustrado e confuso.



O próprio título de seu último livro — Mind at the End of iís Tether (Mente Sem Mais Recursos) — dá eloqüente testemunho em prol do ensino bíblico sobre a tragédia que caracteriza o fim dos ímpios. Ou considere a frase da autobiografia de um racionalista como o dr. Marret, que foi diretor de uma faculdade, em Oxford... «Para mim, porém, a guerra pôs repentino fim ao longo verão de minha vida. Daí em diante, não tenho mais nada para ver pela frente senão o frio outono e o inverno mais frio ainda, e, contudo, devo esforçar-me de algum modo para não perder o ânimo».



A morte dos ímpios é coisa terrível. Leia as biografias deles. Passam os seus dias de esplendor. Não têm diante de si nenhuma expectativa bem-aventurada, e, à semelhança do que ocorreu ao falecido Lord Simon, procuram alento revivendo seus idos sucessos e triunfos.



No Livro de Provérbios lemos que «o caminho dos perversos é como a escuridão». «Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito» (Provérbios 4.19,18). Que glória! . . .ouça então ao apóstolo "Paulo (2 Timóteo 4.6-8).



Uma das mais soberbas apologias feitas por João Wesley, dos seus primeiros metodistas, era esta: «Nossa gente morre bem» ... A Bíblia, em toda parte, nos exorta a que ponderemos sobre o nosso «derradeiro fim» . . . Renda-se a Cristo e confie nEle e no Seu poder. . . E o fim será glorioso.



Faith on Trial, p. 51-3
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As características do Insensato - Martyn Lloyd-Jones




Quais as características do insensato? A primeira é que ele vive com pressa. Os tolos estão sempre com pressa; querem fazer tudo de uma vez; não têm tempo para esperar. Quantas vezes a Escritura nos adverte contra isso! Ela nos fala que o homem piedoso e reto «não se precipitará». Ele nunca se rende à agitação, à excitação e à pressa.



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O Pecado "sumiu" da igreja - Martyn Lloyd-Jones



Martyn Lloyd-Jones sugeriu há anos que a doutrina do pecado estava desaparecendo rapidamente do ensino e da pregação evangélica. Ele disse:







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Hipercriticismo – Martyn Lloyd-jones (1899-1981)




Se você quer de fato ajudar outros, e ajudar a livrá-los destas manchas, faltas, fraquezas e imperfeições, primeiramente verifique que o seu próprio espírito e toda a sua atitude têm sido errôneos. Esse espírito de julgamento, hipercriticismo e censura que há em você é como uma trave, contrastada com o minúsculo argueiro que está no olho da outra pessoa . . . «Comece com o seu próprio espírito. . . (é o que diz Jesus), encare-se a si próprio de maneira bem honesta e frontal, e admita a si mesmo a verdade sobre sua pessoa».



Como haveremos de fazê-lo na prática? Leia 1 Coríntios 13 todos os dias; leia diariamente essa asserção feita por nosso Senhor (Mateus 7.1-5). Examine a sua atitude para com seu próximo: encare a verdade sobre si próprio. . . E um processo deveras penoso e entristecedor. Mas. se examinarmos, de maneira honesta e veraz, a nós mesmos, aos nossos juízos e pronunciamentos, estaremos na estrada real que nos levará a extrair a trave de nossos olhos. Então, havendo feito isso, estaremos tão humilhados que ficaremos totalmente livres do espírito de censura e de crítica exagerada.



Que maravilhosa peça de lógica é esta! Quando um homem se vê a si próprio como realmente ele é, nunca mais julga a quem quer que seja de modo errôneo. Todo o tempo de que dispõe o toma para condenar-se a si mesmo, para lavar suas mãos e para tentar purificar-se. . . Você não poderá ser um oculista espiritual enquanto não tiver clara a própria vista.


Assim, quando nos encaramos a nós mesmos e extraímos essa trave, quando nos julgamos e nos condenamos a nós mesmos e ficamos nessa condição humilde, compreensiva, compassiva, generosa e caridosa, então estamos capacitados. . . a «falar a verdade com amor» a outra pessoa, e, por este meio, a ajudá-la. . . Não julgue, a não ser que primeiro se julgue a si mesmo.


Studies in the Sermon on the Mount, n, p. 180-2.
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O modo cristão de enfrentar provações – Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)




Quando o grande dia chegar, a genuinidade da sua fé se tornará manifesta. Haverá louvor, honra e glória. Sua pe-quena fé, a fé que você acha tão pequena, se destacará como algo tremendo. Ela resistiu à prova e irá ministrar para «o louvor, a honra e a glória». Para honra, louvor e glória de quem? Primeiramente, do Senhor. . . O Senhor Jesus Cristo ... por-Se-á de pé naquele grande dia e olhará com sentimento de satisfação para o povo cristão, para aqueles que Ele chamou. 



Eles não vacilaram. Ele os olhará e estará orgulhoso deles. Mas também será para nossa honra, glória e louvor — sua e minha. . . nós O ouviremos louvar-nose dizer: «Muito bem, servo bom e fiel. . . entra no gozo do teu Senhor». Ele nos revestirá de Sua glória, e passaremos a eternidade desfru-tando-a na companhia dEle. E quanto maior e mais genuína for nossa fé, maior será a nossa glória. . .




Talvez nos sintamos abatidos durante as múltiplas ten-tações e provações na vida presente, e talvez choremos enquanto vamos peregrinando. Não importa. Foi-nos prome-tido que chegará o dia quando. . . Deus nos «enxugará dos olhos toda lágrima», e estaremos com Ele na glória para todo o sempre.




É esse o modo cristão de enfrentar as provações. Graças a Deus estamos em Suas mãos. Este meio de salvação é dEle, e não nosso. Submetamo-nos a Deus, fiquemos contentes pelo fato de que estamos nas mãos dEle, e digamos-Lhe: Envia-nos o que queiras. Nosso único interesse é que sejamos sempre agradáveis à Tua vista.


Spiritual Depression, p. 231,1.
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Este é o caminho que o Senhor seguiu – M. Lloyd-Jones (1899-1981).



«Ah», dizemos, «a mesma coisa sempre, semana após semana». Essa é a nossa atitude para com nossa vida, e. . . nos exaurimos. . . Se você considera a vida cristã como uma tarefa monótona, está insultando a Deus. ..



Se eu e você chegamos a considerar qualquer aspecto da vida cristãmeramente como uma tarefa e um dever, e se temos que aguilhoar-nos a nós mesmos e rilhar os dentes, a fim de prosseguirmos com ela, digo que estamos insultando a Deus e que esquecemos a própria essência do cristianismo.



A vida cristã não é uma tarefa. Só a vida cristã merece o nome de vida. Só ela é reta e santa e pura e boa. É a espécie de vida que o próprio Filho de Deus viveu. É para ser como Deus .em Sua santidade. Aí está por que devo vivê-la. Não é bem que eu tenha que resolver fazer um grande esforço para levá-la adiante de qualquer jeito. . . Como é que entrei nesta vida — esta vida da qual ando resmungando e me queixando, achando-a pesada e difícil? . . . há somente uma resposta. . . é porque o unigênito Filho de Deus deixou o Céu e veio à terra para a nossa salvação; despojou-se de todas as insígnias da Sua glória eterna e se humilhou nascendo como um nenê e sendo colocado numa simples manjedoura. Suportou por trinta e três anos a vida deste mundo. Foi cuspido e ultrajado. Espinhos Lhe furaram a cabeça, e Ele foi cravado numa cruz, para levar sobre Si o castigo do meu pecado. Assim foi que cheguei à vida cristã.



. . . «Não vos canseis de fazer o bem». Meu amigo, se você pensa na vida cristã. . . com este sentimento de repulsa, ou vendo-a como cansativa tarefa ou obrigação, digo-lhe que volte ao princípio da sua vida, retroceda os passos até àquela porta estreita pela qual você entrou. Olhe para o mundo e para o seu mal e seu pecado, veja o inferno para o qual ele o estava levando, e depois olhe para a frente e dê-se conta de que você está no meio da mais gloriosa campanha na qual alguém já pôde entrar, e que você está percorrendo a mais nobre estrada que o mundo já conheceu.


Spiritual Depression, p. 199-200.
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A gloriosa tarefa de negar a mim mesmo – M. Lloyd-Jones (1899-1981).



Quando me defronto a esta formidável e gloriosa tarefa de negar-me a mim mesmo, tomar a cruz e seguir ao Senhor Jesus Cristo, dou-me conta de que devo andar por este mundo como Ele andou.



Quando percebo que nasci de novo e fui modelado por Deus conforme a imagem do Seu bem-amado Filho, e quando me ponho a perguntar: «Quem sou eu para viver assim? Como posso alimentar a esperança de fazer isso?» — eis a resposta: a doutrina do Espírito Santo, a verdade de que o Espírito Santo habita em nós. Que ensina ela? Primeiramente, faz-me lembrar o poder do Espírito Santo que está em mim.



O apóstolo Paulo já o dissera, no versículo 13 (de Romanos 8) . . . «Se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis». Aqui ele volta ao mesmo ensino: «Pois Deus não nos tem dado.espírito de covardia».



O que, em outras palavras, ele está dizendo aos romanos é: «É preciso que compreendais que não estais vivendo por vós mesmos. Haveis pensado nesta vossa tarefa como se vós somente, e por vós mesmos, tivésseis que viver a grandiosa vida cristã. Entendeis que estais perdoados, e podeis agradecer a Deus que vossos pecados foram cancelados e lavados, mas parece que pensais que isso é tudo e que vos deixaram para que vivais por vossa conta a vida cristã. Se pensais desse modo», diz Paulo, «não admira que estejais sob o espírito de covardia e servidão, pois não tendes esperança nenhuma de viver esta vida cristã, e, dessa maneira, tendes uma nova lei que é infinitamente mais difícil do que a antiga. Mas a situação não é essa, porquanto o Espírito Santo habita em vós».


Spiritual  Depression,  p. 169,70.
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Não hipoteque o Futuro – Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)



(Jesus) pergunta.   .  . Por que te deixas encher de preocupações quanto ao futuro? «O amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal». Se o presente já é ruim como é, por que ir ao encontro do futuro? Ir avante dia a dia já é por si e de si o bastante; contenta-te com isso.  .  .


Preocupar-se com o futuro é, pois, completamente fútil e inútil; não realiza coisa alguma. . . a preocupação nunca tem qualquer valor, em absoluto. Isto se vê com especial clareza quando te dispões a encarar o futuro. À parte de qualquer coisa mais, é puro desperdício de energia, porque, por mais que te preocupes, nada poderás fazer a respeito. Em todo caso, as catástrofes ameaçadoras são imaginárias; não há certeza de que sobrevenham, e bem pode ser que jamais aconteçam.


Mas acima de tudo, diz o Senhor, não vês que. . . ao te preocupares assim com o futuro, no presente, hipotecas o futuro? Deveras, o resultado da preocupação com o futuro é que te acabas lesando no presente; diminues a tua eficiência no que diz respeito ao dia de hoje. . . a preocupação é algo que se deve a uma compreensão completamente errônea da natureza da vida no mundo presente. . . Ao homem compete trabalhar e enfrentar provações e lutas. . .


A grande questão é: Como enfrentá-las? De acordo com o Senhor, a coisa de vital importância não é passar cada dia da vida fazendo a soma do grande total de tudo que provavelmente lhe venha a suceder em todo o transcurso da vida na terra. Se o fizer, ficará esmagado. A solução não é essa. Ao contrário, esta deve ser entendida em termos como estes: Há, por assim dizer, uma quota diária de problemas e dificuldades da vida.

Cada dia tem os seus problemas; alguns são constantes, dia vem, dia vai; outros variam. Mas a coisa importante é entender que cada dia deve ser vivido em si e de si. . . Eis a quota de hoje. Muito bem; encaremo-la e enfrentemo-la; e Ele já nos ensinou como fazê-lo.

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 149,50.
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A graça foi mais abundante - Martyn Lloyd-Jones




Você e eu não temos que estar olhando nossa vida passada; nunca devemos ficar olhando para qualquer pecado que tenhamos cometido no passado, de modo nenhum, a não ser para louvar a Deus e engrandecer a Sua graça em Cristo Jesus. Eu o desafio a fazer isso. Se você olhar para o seu passado e este o deixar deprimido. . . você deverá fazer o que Paulo fez. «Eu fui blasfemo», disse ele, mas não parou aí. Disse em seguida: «Sou indigno de ser pregador do Evangelho»?


O que na verdade ele diz é exatamente o oposto: «Sou grato para com aquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus nosso Senhor, que me considerou fiel, designando-me para o ministério». Quando Paulo olha para o passado e vê seu pecado, não fica recolhido, de castigo num cantinho, a dizer: «Não presto para ser cristão; fiz coisas horríveis». Nada disso. O que tudo isso produz nele, o efeito que lhe causa, é levá-lo a louvar a Deus. Ele se gloria na graça de Cristo, e diz: «Transbordou, porém, a graça de nosso Senhor com a fé e o amor que há em Cristo Jesus».


Assim é que você deve encarar o seu passado. Portanto, se você relembrar o seu passado e se sentir deprimido, quer dizer que você está dando ouvidos ao diabo. Mas se você olhar para o passado e disser: «Infelizmente, é verdade que o deus deste mundo me mantinha cego, mas, graças a Deus, a Sua graça foi mais abundante, Ele foi mais que suficiente, e o Seu amor e misericórdia veio sobre mim de tal maneira que tudo foi e está perdoado; sou nova criatura», então está tudo bem.


Esse é o modo certo de considerar o passado; e se não é assim que fazemos, estou quase tentado a dizer que merecemos permanecer em profunda tristeza. Por que crer no diabo, ao invés de crer em Deus? Levante-se e trate de reconhecer a verdade sobre si mesmo, que o passado já era, que você é um com Cristo, que todos os seus pecados foram apagados de uma vez e para sempre. Oh! lembremos que duvidar da Palavra de Deus é pecado, é pecado permitir que o passado, que já recebeu o devido tratamento de Deus, nos roube nossa alegria e nossos serviços úteis, no presente e no futuro.


Spiritual Depression, p. 75,6.
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Acerte o passo com Deus – Martyn Lloyd-Jones



Antes que se possam resolver os problemas da vida e dos homens, precisamos, primeiramente, discernir a verdadeira natureza do problema. Devemos estar preparados para pensai com honestidade, fazendo exame e análise completos, o que; nos sondará no mais profundo, perscrutando tanto os nossos motivos como as nossas ações.


Onde se pode encontrar tal tipo de exame e de análise? . . .somente na Bíblia. . . Segundo o Livro, os problemas do homem resultam do fato que ele pecou e se rebelou contra Deus. Foi criado num estado de felicidade que dependia de seu relacionamento com Deus e de sua obediência às leis de Deus e à vontade de Deus.


No entanto, o homem rebelou-se contra a vontade de Deus, e, portanto, transgrediu contra a lei de sua própria natureza. . . a felicidade depende da saúde. Em nenhum lugar se vê melhor essa sucessão de fatos do que no campo espiritual e moral. O homem tornou-se doentio. Uma doença chamada pecado arruinou-lhe o ser. O homem recusa-se a reconhecer sua corrupção e recorre a vários expedientes. . . na tentativa de achar felicidade e paz. Invariavelmente falha, porém, porquanto a dificuldade não reside apenas no seu interior e em seu meio ambiente, mas também em seus relacionamentos com Deus.


O homem luta contra o único Ser que pode dar-lhe o que ele precisa e deseja. Deus já declarou: «Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz» (Isaías 57.21). Portanto, ao lutar contra Deus, em sua resistência e desobediência a Ele, o homem rouba de si mesmo o próprio prêmio que anela receber. E, sem importar o que venha a fazer, nunca conhecerá a saúde e a felicidade enquanto não for restabelecida a sua relação de obediência a Deus.


Poderá multiplicar suas posses e riquezas, poderá aperfeiçoar suas facilidades educacionais, poderá ganhar todo um mundo de riquezas e conhecimento; entretanto, nada disso lhe será de proveito, enquanto não for corrigido o seu relacionamento com Deus.


Truth Unchanged, Unchanging, p. 49-50.


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A obra prima de Satanás – Martyn Lloyd-Jones




É justamente aqui que o diabo causa confusão. Para ele é conveniente que as pessoas se preocupem com a santificação, a santidade e várias outras coisas, mas elas nunca estarão certas enquanto não estiverem certas neste ponto, razão por que devemos começar estudando esta. . . grande doutrina (da justificação).

Esta confusão é problema antigo. Em certo sentido £ a obra prima de Satanás. Ele até nos anima a tratarmos de ser virtuosos, ao mesmo tempo que nos mantém confusos neste ponto. Uma coisa que deixa claro que ele está fazendo isso nos dias atuais é que muitas pessoas, na igreja, parecem considerar os homens como cristãos simples-mente porque estes fazem boas obras, ainda quando estejam completamente errados quanto a esta verdade preliminar. . .

Era o que Jesus estava dizendo continuamente aos fariseus, e certamente essa foi a principal dissensão que Paulo tinha com os judeus. Estes laboravam em completo erro quanto a toda a questão da Lei, e o principal problema era mostrar-lhes o modo certo de considerá-la. Os judeus criam que a Lei fora feita por Deus a fim de que o homem pudesse salvar-se mediante sua observância. Diziam que tudo o que se tem que fazer é cumprir a Lei. . . e que se você vivesse de acordo com a Lei, Deus o aceitaria e você seria agradável à Sua vista. E acreditavam que podiam fazer isso, porque jamais tinham entendido a Lei.

Eles a interpretavam à sua maneira, fazendo dela uma coisa que estava ao alcance deles. Deste modo, achavam que tudo estava bem. Esse é o retrato dos fariseus, dado pelos evangelhos e pelo Novo Testamento em geral. . . e ainda constitui a essência do problema de muita gente. Temos que perceber que há certas coisas que devem ficar perfeitamente claras para nós antes que nos seja, de fato, possível esperar ter paz e desfrutar a vida cristã.

Spiritual'Depression, p. 26,7



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Deus o sabe; Deus o faz – Martyn Lloyd-Jones



Não podemos fazer melhor que recordar a nós mesmos . . .a fé que moveu o povo de Deus através dos séculos. Essa é a fé e o ensino que se pode achar, por exemplo, nos hinos de Philip Doddridge. É típico este seu grandioso hino:

Deus de Betel, por cuja mão
ainda sustento dás;
nesta árdua peregrinação
levaste nossos pais.

Essa é a sua forte argumentação, com base última na soberania de Deus, que Deus é o Governador do universo, que Ele nos conhece um por um, e que mantemos relacionamento pessoal com Ele. Esta foi a crença de todos os heróis da fé, descritos em Hebreus 11. Isso foi o que fez com que aquela gente prosseguisse. Com bastante frequência eles não compreendiam (o que ocorria), mas diziam: «Deus o sabe, e Deus cuida disso».


Possuíam esta confiança final em que Aquele que os trouxera à existência, e que tinha um propósito para eles. não os deixaria nem os desampararia. Ele certamente os sustentaria e os guiaria ao longo da jornada inteira, até que se completasse o propósito deles neste mundo e Ele os recebesse em Sua morada celestial, onde passariam a eternidade em Sua presença gloriosa. «Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as vestes?»


Proceda à argumentação, parte dos primeiros princípios e faça a dedução inevitável. Assim que você fizer isso, os cuidados, as aflições e a ansiedade se desvanecerão, e, como filho do nosso Pai celeste, você caminhará com serenidade e paz, rumo ao lar eterno.


Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 116.


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Deus não pode ser excluído! – Martyn Lloyd-Jones



Como é que você pode fazer planos para a vida e para o mundo e, ao mesmo tempo, excluir Deus, que é o Criador, o Preservador e o Governador de todas as coisas? Deus não somente fez o mundo; Ele está ativamente interessado nele, e constantemente intervém em suas atividades. Suas leis são absolutas e não podem ser evitadas. . .


Deus decidiu, ordenou e fez os ajustamentos necessários para que uma vida de esquecimento dEle e de antagonismo a Ele não tenha sucesso e não seja feliz. . . Essa é toda a história da humanidade desde o princípio, continua hoje, e continuará sendo assim até o fim dos tempos. A humanidade tem-se recusado a reconhecer isso — de fato, o tem ridicularizado. Tem estado confiante em que pode obter bom êxito sem Deus. Quais os resultados, porém? Fracassos constantes. Deus não pode ser impedido em Sua obra.


Os fatos da vida e as narrativas da história proclamam a ira de Deus contra toda impiedade e injustiça. Esse é o nosso primeiro problema. Pecamos contra Deus. É errôneo o nosso relacionamento com Ele. Sua ira paira sobre nós. Nós Lhe fizemos impossível abençoar-nos. . . Ninguém pode guardar a lei. . . Não há esperança, então? Não se pode fazer nada? Graças a Deus, o Evangelho de Cristo dá a resposta. . .


Deus liquidou o assunto dos nossos pecados, por meio de Cristo. As exigências da santidade e da justiça foram satisfeitas. . . Deus, em Cristo, está pronto para receber-nos . . . Deus, em Cristo, oferece-nos remissão e perdão, e, em vez de maldição, bênção. Sem Deus não podemos ser felizes, «pois para o ímpio não há paz, diz o meu Deus».


Por mais que tentemos, conforme tem feito a humanidade, não obteremos êxito. O primeiro passo consiste de obter o favor de Deus, o que gloriosamente, em Cristo, é possível — na verdade, é-nos oferecido.


The Plight of Man and the Power of God, p. 85-7.
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Pelo que você vive? – Martyn Lloyd-Jones



Eis o servo do Senhor.

Cristão é aquele que por necessidade tem que estar interessado em guardar a lei de Deus. . . Não estamos «sob a lei», mas a intenção de Deus ainda é que a guardemos; a «justiça da lei» é para ser «cumprida em nós», diz o apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos. . . Assim, é cristão aquele que está sempre interessado em viver e cumprir a lei de Deus. Aqui se lhe faz lembrar como é que se deve fazer isso.

Volto a dizer que uma das coisas mais óbvias e essenciais quanto ao cristão é que ele vive sempre cônscio de que está na presença de Deus. O mundo não vive desta maneira; essa é a grande diferença existente .entre o cristão e o não cristão.

O cristão. . . não é, por assim dizer, um livre agente. Ele é filho de Deus, de modo que tudo quanto faz o faz do ponto-de-vista de estar sendo agradável aos olhos de Deus. Aí está porque o cristão, necessariamente, deve ver tudo o que lhe sucede neste mundo de maneira inteiramente diversa de toda gente. . . O cristão não se aflige por causa de comida, bebida, casa e roupas. Não é que ele diga que essas coisas não lhe importam, mas elas não constituem o seu principal interesse, não são as coisas pelas quais ele vive.

O cristão não se apega demais a este mundo e seus lidares. Por que? Porque pertence a outro reino e a outro modo de ser. Ele não se retira do mundo; esse foi o erro do monasticismo da Igreja Católica  Romana. O Sermão da Montanha não lhe ordena que fuja da vida para viver a vida cristã. Porém diz, isto sim, que a sua L atitude é por completo diferente da do não-cristão, por causa da relação que há entre você e Deus, e por causa de sua total dependência dEle.

Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 26,7.
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A Experiência da Presença de Deus – M. Lloyd-Jones


Precisamos dar-nos conta de que estamos na presença de Deus. Que significa isso? Significa a percepção de algo de quem Deus é e do que Ele é. Antes de começar a proferir palavras, devemos sempre  proceder assim.

Devemos dizer-nos a nós mesmos: «Estou entrando agora na sala de audiências daquele Deus, o Todo-poderoso, o absoluto, o eterno e grande Deus, com todo o Seu poder, força e majestade, aquele Deus que é fogo consumidor, aquele Deus que é luz, e não há nele treva nenhuma, aquele perfeito, absoluto e Santo Deus.

É isso que estou fazendo» . . . Mas, acima de tudo, nosso Senhor insiste em que devemos aperceber-nos de que, além de tudo aquilo, Ele é nosso Pai. Oh, que compreendamos essa verdade! Se tão-somente entendêssemos que este Deus onipotente é nosso Pai mediante o Senhor Jesus Cristo! Se tão-somente compreendêssemos que . . .toda vez que oramos é como um filho dirigindo-se a seu pai! Ele sabe todas as coisas que nos dizem respeito; Ele conhece cada uma de nossas necessidades antes que Lhas contemos.

Ele deseja abençoar-nos muitíssimo mais do que desejamos ser abençoados. Ele tem opinião formada a nosso respeito, Ele tem um plano e um programa para nós, Ele tem uma ambição a favor de nós, digo-o com reverência, uma inspiração que transcende o nosso mais elevado pensamento e imaginação. . .

Ele cuida de nós. Ele já contou os cabelos de nossa cabeça. Ele disse que nada nos pode suceder fora dEle. Depois, é preciso que lembremos o que Paulo declara tão gloriosamente em Efésios 3. Ele é «poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos,, ou pensamos». Esse é o verdadeiro conceito da oração, diz. Cristo. Não se trata de ir fazer girar a roda de orações.

Não basta contar as contas. Não diga: «Devo passar horas em oração; decidi-me a fazê-lo e tenho que fazê-lo»  Temos que despojar-nos dessa noção matemática da oração. O que devemos fazer, antes de tudo, é dar-nos conta de quem é Deus, do que Ele é, e de nossa relação com Ele.

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 30,1.
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O Irmão Asno - Martyn Lloyd-Jones


(Uma das causas de depressão espiritual) — condições físicas. Alguém está surpreso? Há quem defenda a idéia de que uma vez que ..você se tornou cristão, não importa quais sejam as condições do seu corpo? Bem, se você crê nisso, ficará logo desiludido. As condições físicas desempenham sua parte nisso tudo. . . há certas indisposições físicas que tendem a promover depressão. Thomas Carlyle, suponho, é uma notável ilustração disso. Ou, por exemplo, o grande pregador que pregou em Londres durante quase quarenta anos no século passado — Charles Haddon Spurgeon — um dos verdadeiramente grandes pregadores de todos os tempos. Aquele grande homem era sujeito a depressão espiritual, e a principal explicação, no caso dele, era sem dúvida que ele padecia de artrite, enfermidade que, finalmente, o matou. . .


E existem muitos, acho eu, que vêm falar comigo sobre estes assuntos, em cujo caso parece-me bem clara que a causa do distúrbio é principalmente física. . . fadiga, esforço demasiado, doença. Não se pode isolar o espiritual do físico, porquanto somos corpo, mente e espírito. Os maiores e melhores cristãos, quando fisicamente fracos, estão mais propensos a um ataque de depressão espiritual do que em qualquer outra ocasião, havendo nas Escrituras grandes ilustrações desta verdade.


Digamos uma palavra de advertência neste ponto. É preciso não esquecer a existência do diabo, nem permitir-lhe que nos faça cair na armadilha e considerar espiritual aquilo que é fundamentalmente físico. Mas precisamos ser cuidadosos em todos os lados, ao traçarmos essa distinção; porque se você ceder passo ao seu estado físico, tornar-se-á culpado em sentido espiritual. Se, contudo, você reconhecer que o físico pode ser parcialmente responsável por sua condição espiritual e fizer concessões a esse respeito, estará bem mais habilitado a tratar do espiritual.


Spiritual Depression, p. 18,19-
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Zelo sem Entendimento - Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)



Você avança a todo vapor... mas para onde?


Pode-se dizer acerca da sinceridade o que se tem dito sobre o fogo. . . «O fogo é bom servo, mas é mau senhor». Enquanto o fogo está sob controle, nada é mais valioso do que ele. . .



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As Leis do Perdão - Martyn Lloyd-Jones



Alguns dizem. . . «Não diz nosso Senhor: Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas? E isso não é lei? Onde está a graça aí?




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A disciplina da vida cristã – M. Lloyd-Jones


É-nos da máxima importância apercebermo-nos de que existe o que se chama «disciplina da vida cristã». Não basta dizer. . . que, o que quer que nos suceda, temos apenas de «olhar para o Senhor», que tudo nos irá bem. . . Esse ensino é antibíblico. Se fosse só isso que tivéssemos que fazer, muitas porções das Escrituras seriam completamente desnecessárias . . .não haveria motivo para existirem as Epístolas; mas elas foram escritas. . . por homens inspirados pelo Espírito Santo . . .o que nos dizem. . . é que há uma disciplina essencial na vida cristã.

Um dos aspectos mais lamentáveis da vida de certos tipos de cristãos hoje em dia é que parecem ter perdido de vista esse aspecto da fé. Infelizmente, isso acontece sobretudo com relação aos que se empenham por maior fidelidade ao Evangelho. . . Em primeiro lugar e sobretudo, houve uma reação contra o ensino católico-romano. No sistema católico-romano dá-se muita importância a certa espécie de disciplina. Foram produzidos muitos livros e manuais sobre o assunto. De fato, alguns dos maiores mestres desse tipo de ensino são católicos-romanos como, por exemplo, Bernardo de Claraval, ou o bem conhecido Fénélon, cujas famosas Cartas para Homens e Cartas para Mulheres foram muito populares em certa época.

Pois bem, os protestantes reagiram contra isso, e em certa medida fizeram bem. . . Mas deduzir do mau uso da disciplina que não há nenhuma necessidade dela na vida cristã, é algo totalmente errado.

Na verdade, os períodos realmente grandiosos do protestantismo sempre se caracterizaram pelo reconhecimento da necessidade de tal disciplina. . . Por que homens como os dois irmãos Wesley e Whitefield foram chamados metodistas? Porque tinham vida metódica. Eram metodistas porque tinham método em suas reuniões. . . O próprio termo metodista. . . salienta o fato de que criam na disciplina, em como as pessoas devem disciplinar sua vida e como se deve tratar e lidar com cada personalidade, nas circunstâncias e situações com que nos defrontamos no mundo em que vivemos.

            Faith on Trial  p. 23,4.
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Acerte o passo com Deus – M. Lloyd-Jones


Antes que se possam resolver os problemas da vida e dos homens, precisamos, primeiramente, discernir a verdadeira natureza do problema. Devemos estar preparados para pensai com honestidade, fazendo exame e análise completos, o que; nos sondará no mais profundo, perscrutando tanto os nossos motivos como as nossas ações. Onde se pode encontrar tal tipo de exame e de análise? . . .somente na Bíblia. . . Segundo o Livro, os problemas do homem resultam do fato que ele pecou e se rebelou contra Deus.

Foi criado num estado de felicidade que dependia de seu relacionamento com Deus e de sua obediência às leis de Deus e à vontade de Deus. No entanto, o homem rebelou-se contra a vontade de Deus, e, portanto, transgrediu contra a lei de sua própria natureza. . . a felicidade depende da saúde. Em nenhum lugar se vê melhor essa sucessão de fatos do que no campo espiritual e moral. O homem tornou-se doentio. Uma doença chamada pecado arruinou-lhe o ser.

O homem recusa-se a reconhecer sua corrupção e recorre a vários expedientes. . . na tentativa de achar felicidade e paz. Invariavelmente falha, porém, por¬quanto a dificuldade não reside apenas no seu interior e em seu meio ambiente, mas também em seus relacionamentos com Deus. O homem luta contra o único Ser que pode dar-lhe o que ele precisa e deseja. Deus já declarou: «Para os perversos, diz o meu Deus, não há paz» (Isaías 57.21). Portanto, ao lutar contra Deus, em sua resistência e desobedi¬ência a Ele, o homem rouba de si mesmo o próprio prêmio que anela receber. E, sem importar o que venha a fazer, nunca conhecerá a saúde e a felicidade enquanto não for restabelecida a sua relação de obediência a Deus. Poderá multiplicar suas posses e riquezas, poderá aperfeiçoar suas facilidades educacionais, poderá ganhar todo um mundo de riquezas e conhecimento; entretanto, nada disso lhe será de proveito, enquanto não for corrigido o seu relacionamento com Deus.

Truth Unchanged, Unchanging, p. 49-50.

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